quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Funcionários da Gol fazem novas denúncias e audiência termina sem acordo (Danuza Peixoto)

JULIANNA GRANJEIA

DE SÃO PAULO



A audiência entre a companhia aérea Gol e os sindicatos dos aeronautas (funcionários que trabalham em voos) e aeroviários (funcionários que trabalham em terra) realizada na tarde desta quarta-feira no Ministério Público do Trabalho de São Paulo terminou sem acordo. Esta é a terceira audiência referente à escala de trabalho de pilotos, comissários e aeroviários. A procuradora Laura Maia de Andrade considera o caso grave e estuda transferir o processo para a Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília.



Procuradoria marca nova audiência para tentar acordo entre Gol e funcionários

Gol e Sindicato dos Aeronautas protocolam propostas no Ministério Público do Trabalho

Procuradoria vê indício de manipulação na escala da tripulação da Gol

Funcionários da Gol denunciam cansaço e "artimanhas" para não cair no sono

Funcionários da Gol definem reivindicações e entram em estado de greve

Problemas da Gol foram pontuais e não afetam companhia, diz Constantino



Os funcionários reclamam principalmente do descumprimento da convenção coletiva, que define a carga horária e a jornada máxima de trabalho da categoria. A procuradora deu prazo de cinco dias para a Gol apresentar o plano de ação para solução dos problemas apresentados pelos aeroviários. Após esse prazo, sindicato e empresa terão mais cinco dias para refazer as escalas.



Já sobre os aeronautas, representantes da Gol disseram, durante a audiência, que irão apresentar as propostas para a categoria na reunião marcada com a comissão do Sindicato Nacional dos Aeronautas na próxima segunda-feira (20).



O coordenador do Sindicato dos Aeroviários em Minas Gerais, Paulo de Tarso, --que participou da audiência-- afirmou à Folha que a legislação prevê que o trabalho do aeroviário na pista não pode ultrapassar seis horas. "Por falta de profissionais na área, a Gol coloca o pessoal que tem para trabalhar dobrado. Como não pode registrar essas horas a mais no sistema, o trabalhador é obrigado a diluir as horas extras. Se eu trabalhei quatro horas a mais hoje, coloco no sistema que fiz duas horas extras hoje e duas amanhã. Com isso, os funcionários perdem benefícios e, o que é mais grave, é o cansaço, que compromete a segurança do voo", afirma o coordenador que também é funcionário da Gol.



Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Grande São Paulo), Rodrigo Maciel Silva, o trabalho dobrado ameaça a segurança de voo, pois diminui a precisão no trabalho dos mecânicos e impede que os técnicos façam o balanceamento das aeronaves em tempo adequado.



Na audiência, Tarso apresentou um e-mail da chefia da manutenção da empresa aérea no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte (MG), que dizia aos funcionários a maneira correta de dividir as horas extras no sistema. Os representantes da empresa aérea disseram à procuradora que o documento reflete atitude de um funcionário que já foi punido. O coordenador do sindicato, no entanto, afirmou que o chefe continua trabalhando e fazendo as mesmas exigências.



O secretário geral do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Luiz Sérgio de Almeida Dias, afirmou que apesar das audiências no Ministério Público, as escalas dos funcionários continuam excedendo os limites legais e causando desgastes. "Pela lei, o aeronauta é limitado a fazer cinco pousos e que o sexto pouco só seria liberado para eventualidades. No entanto, a Gol faz isso com frequência e expõe os tripulantes a uma jornada extremamente cansativa", afirmou Dias à Folha.



A procuradora pediu para que o sindicato apresente as escalas de agosto e setembro ao Ministério Público que, segundo Dias, comprovam que tripulantes da Gol chegam a voar por até quatro madrugadas seguidas.



Durante a audiência, os representantes da Gol afirmaram que iam averiguar as denúncias e que a empresa cumpre a regulamentação do setor. Em nota, a companhia aérea afirmou que tem um plano de negócios disciplinado. "Atenta à perspectiva de crescimento, [a Gol] estruturou ações internas que garantam sua sustentabilidade, o que inclui o aumento do número de colaboradores. A companhia informa que já apresentou esse conteúdo ao Ministério Público. Por fim, a Gol destaca que tem a segurança de seus colaboradores e clientes como valor corporativo prioritário", diz a nota.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aeroporto Santos Dumont teve 26 voos cancelados após problema com neblina (Danuza Peixoto)

DE SÃO PAULO



O aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, opera normalmente na noite desta segunda-feira, após registrar problemas pela manhã.



Por volta das 9h, o aeroporto apresentava condições mínimas para pousos e decolagens por causa da forte neblina que atingiu a cidade. Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos), 26 voos programados entre 0h e 19h foram cancelados --19% do total.



Além disso, outros 39 voos apresentaram atrasos maiores que 30 minutos (28% do total). Alguns foram desviados para o aeroporto internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, zona norte da cidade.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Palanque do comício de Dilma e Zeca do PT, em Campo Grande: Coronel Paim e Pastora Simone Paim, na foto, atraz de Dagoberto

Presidente Lula critica duramente Puccinelli e reclama de atitude "injusta, incorreta e eticamente inaceitável"

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Celso Bejarano, Éser Cáceres e Valdelice Bonifácio

Alessandra de Souza
Lula durante discurso nesta noite de terça-feira, em Campo Grande, num comício do PT


O presidente Lula criticou duramente o governador André Puccinelli, do PMDB, candidato à reeleição, durante o comício do PT na noite desta terça-feira, em Campo Grande. Ele sugeriu que o peemedebista o traiu quando o chamou de “pai” e de “fada madrinha” a presidenciável Dilma Rousseff sendo que voltou atrás e “disse outra coisa” uma semana depois.
“Na presença do adversário, ela não é mais a fada madrinha e eu não sou mais o pai”, reclamou. André Puccinelli, que fazia frequentes elogios a Dilma, preferiu apoiar o tucano José Serra, principal adversário do PT na disputa presidencial.

Antes de fazer esse comentário no comício do PT de MS, realizado na noite desta terça-feira, na Avenida Fernando Corrêa da Costa com a presença do ex-governador Zeca do PT e dos principais candidatos da coligação “Força do Povo”, Lula disse que não “atacaria ninguém, não falaria mal de ninguém”.
Contudo, logo em seguida, o presidente recordou que três anos atrás, quando veio a Campo Grande com Dilma no lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), leu nos jornais locais que quem governava Mato Grosso do Sul “era ele [Lula] e não o governador”.
“Não sei se amigos ou inimigos [jornais], mas li essa notícia”. Depois Lula disse que em uma conversa com Puccinelli, o governador o chamou de “Pai Lula” e Dilma, a então ministra da Casa Civil, de “fada madrilha”.
“Não fomos nós que pedimos, eu fiquei até agradecido porque o governo era capaz de reconhecer o trabalho de uma mulher (...) Eu nunca pedi elogios para ninguém”.
Lula fez uma pausa, e disparou: “eu fiquei chateado, aos 67 anos de idade, eu não tenho idade e nem direito de me decepcionar. Não é justo, não é honesto, uma semana depois [ele, Puccinelli] dizer outra coisa, não é justo, não é correto, não é eticamente aceitável”, disparou.
Após breve pausa, o presidente voltou ao ataque contra Puccinelli: “eu sei o que acontece aqui. Que obras federais aparecem na TV como se fossem estaduais”, disse Lula. Daí em diante sugeriu que a imprensa apurasse os indicativos de obras bancadas por dinheiro estadual e dinheiro federal. “Mostrem [imprensa] quem é que fez mais por Mato Grosso do Sul”, desafiou.
"A imprensa investigativa, pesquisem. [...] A imprensa tem a obrigação de não permitir que ninguém minta em época de eleição", completou.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Campo Grande: Aeroporto fechado já registra cancelamento de 8 voos

(Postado pelo CoroneL PaiM - candidato a Deputado Estadual)

Campo Grande Newa
Aline Queiroz

O Aeroporto Internacional de Campo Grande entra hoje no quinto dia de operação com restrições e amanhece fechado.

De meia noite até agora, oito voos já foram cancelados, dos 11 que estavam previstos.

Segundo a Infraero, o aeroporto está fechado desde às 17 horas de ontem.

domingo, 18 de julho de 2010

Aeroporto de CG está fechado para pousos, não há previsão de reabertura (Postado pelo CoroneL PaiM, candidato a Deputado Estadual - 12777)

Midiamax News
Paulo Xavier

Pelo quarto dia seguido o clima de frio e neblina está causando transtornos para as pessoas que querem viajar de avião.

O Aeroporto Internacional de Campo Grande está fechado para pousos desde às18h26 de ontem. Para decolagens o aeroporto está liberado desde às 18h16.

Porém, como as aeronaves utilizadas para as decolagens são quase as mesmas que são usadas nos pousos, a movimentação de vôos no aeroporto é praticamente nula.

Segundo informações da Infraero, desde sexta-feira, já foram cancelados 103 voos. De acordo com a Infraero, ainda não há previsão para a reabertura das atividades de pouso no aeroporto.

O problema no aeroporto fez com que se aumentasse o fluxo de pessoas na rodoviária e que estão em hotel.

Transtorno

As poucas pessoas que estão no saguão do aeroporto de Campo Grande aguardam com expectativa o momento de deixar a cidade.

Dentre essas pessoas está o bailarino Kácios Medrado, de 32 anos, e mais quatro bailarinos, disseram à reportagem que iam embora ontem para Sâo Paulo, porém o voo foi cancelado. Com a expectativa de que poderiam ir embora hoje, com o Aeroporto fechado, tiveram a informação de que, mais uma vez, a viagem foi cancelada.

Cansados de esperar por um avião, conseguiram passagens de ônibus para voltar para São Paulo. Com isso, uma viagem que duraria 1h30 transformou-se em uma longa viagem de 14h.

Raimundo Soares, de 72 anos, veio a Mato Grosso do Sul com sua esposa e dois netos para passar férias em Bonito. A previsão é que eles fossem embora em um voo para Goiânia às 5h, porém, por falta de aeronave, a decolagem foi suspensa.

A companhia de aérea deu previsão até 10h30 para constatar se há uma aeronave extra para que a família possa deixar a Capital.

(Colaboração: Vinícius Squinelo)

domingo, 27 de junho de 2010

Convenção do PDT: Em clima de festa, reúne 3 mil militantes em Campo Grande/MS (Coronel Paim)

Midiamax News
Liziane Berrocal

A convenção do PDT que aconteceu na manhã e parte da tarde de hoje na Associação Nipo Brasileira foi permeada de definições políticas, muito barulho da militância e um fato histórico para a política de Mato Grosso do Sul.

Cerca de 3 mil pessoas compareceram ao evento que uniu lideranças do PDT, PT, PV e PP. Durante a convenção, postulantes da Câmara Federal e Assembleia Legislativa aproveitaram o microfone para discursos que eram limitados a três minutos, nunca respeitado pela maioria dos candidatos.

João Leite Shimidth, presidente de honra do partido direcionou o evento que durou até às 13h30. “Estamos fazendo uma festa da democracia”, disse.

Dagoberto quase não conseguiu iniciar sua fala, devido a bateria de fogos que marcou o início de seu discurso.

O candidato ao senado, Dagoberto Nogueira, enfatizou mais uma vez que a palavra mais gritante dessa campanha será a democracia e criticou o autoritarismo do governador André Puccinelli (PMDB).

Discursando junto à esposa e filha, o deputado federal aproveitou para desabafar os problemas enfrentados por seu partido anteriormente. “As pessoas que diziam que o PDT não ia sobreviver, que achavam que éramos um partido feito por 3 ou 4 pessoas se enganou e a prova está com a presença da nossa militância aqui hoje”, bradou emocionado.

Dagoberto também anunciou que além do nome da professora Gilda dos Santos (PT) na primeira suplência, foi escolhido o nome de Raimundo Nonato do PP para candidato a segunda suplência em sua chapa.convenção do PDT

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Governador Sérgio Cabral quer privatizar Aeroporto Dantom Jobim, um dos dez que dá lucro

O governador itinerante Sergio Cabral continua insistindo em "vender" o aeroporto Tom Jobim, o Galeão. Ninguém sabe ainda qual é a "carga" dessa decolagem. Mas o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, em almoço com jornalistas, segunda-feira, no Santos Dumont, abriu o jogo:

- O Brasil tem mais de 60 aeroportos. Só 10 dão lucro: Congonhas, Santos Dumont, Guarulhos, Campinas, Confins, Manaus, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre. Os demais são deficitários. Mas o País precisa de aeroportos de norte a sul, por necessidade de comunicação e de segurança nacional. Quem vai querer os deficitários? Quem vai ficar com Tefé?

Já avisei ao ministro Jobim. Sou a favor de abrir o capital da Infraero até 49%, como a Petrobras. Mas, se quiserem privatizar, vender, chamem outro.
Sebastião Nery

O trecho acima foi destacado do artigo do Sebastião Nery, publicado em um dos nossos Blogs, em

13 de novembro de 2008

A matéria referida é do seguinte teor:

O revólver do almirante (Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa)

Alto, desengonçado, mal ajeitado, um dos melhores repórteres da história da imprensa mineira, Felipe Henriot Drummond chegou à porta da suíte presidencial do Hotel Financial, em Belo Horizonte. Dois seguranças de preto e mal encarados pediram os documentos. Felipe mostrou a carteira do "Estado de Minas". Aprovada. Tocou a campainha.

A porta abriu e lá de dentro uma voz esganiçada gritou: "Entre"! Felipe entrou. Não viu ninguém. Atrás da porta, um homem baixinho, fardado, apontava um revólver para as costas dele:
- Sente-se ali. Por que chegou antes, se a entrevista é às 12 horas?

Felipe não sabia se dava uma risada ou ia embora. Daí a pouco, fomos chegando nós, outros jornalistas, para a entrevista coletiva do almirante Penna Botto, presidente da Cruzada Brasileira Anticomunista, que foi a Minas fazer campanha contra a posse de Juscelino e João Goulart na presidência da República, eleitos dias antes, em 3 de outubro de 55.
Penna Boto

Logo no dia 5, Penna Boto tinha dado entrevista ao "Globo":

"É indispensável impedir que Juscelino e Goulart tomem posse dos cargos para que foram indevidamente eleitos".

A entrevista a nós foi uma palhaçada. O atarracado almirante queria nos convencer de que o Partido Comunista estava criando um "soviet" no Triângulo Mineiro, que iria instalar-se logo que JK tomasse posse.

Não houve "soviet", mas por pouco não houve a posse. Nas redações, passávamos madrugadas agarrados às rádios do Rio, que transmitiam a crise ininterruptamente. Até que o presidente Café Filho teve (ou fingiu) um infarto, passou o governo para o presidente da Câmara, Carlos Luz, víbora gorda do PSD mineiro, que, no dia 10 de novembro, demitiu do Ministério da Guerra o marechal Lott, vermelhão, olho azul, mais Caxias do que Caxias, e o substituiu pelo general udenista-golpista Fiúza de Castro, numa ação articulada para impedir a posse de Juscelino e Jango.
Juscelino

De madrugada, Lott e Denis, comandante do 1º Exército, fizeram o "11 de novembro" (terça fez 53 anos), "retorno aos quadros constitucionais vigentes": puseram os tanques na rua, a Câmara votou o impeachment de Carlos Luz e entregou o governo ao presidente do Senado, Nereu Ramos.

Em Minas, quando a noticia chegou ao amanhecer, corremos para o Palácio da Liberdade. Juscelino, presidente eleito, já estava lá, trancado com seu vice, o governador Clovis Salgado, e o comandante da região, general Jaime de Almeida. Os dois tentaram de todo jeito segurar Juscelino, mas ele resolveu ir de qualquer forma para o Rio. Abre-se a porta e ele sai:

- Bom-dia, vocês já aqui? Vou agora mesmo para o Rio.
- Mas, presidente, há notícias de que a Aeronáutica está ao lado de Carlos Luz, que foi para Santos com Lacerda no "Tamandaré", comandado pelo Penna Boto, e o brigadeiro Eduardo Gomes já chegou lá para tentar a resistência com a cobertura do governador Jânio Quadros. Como é que o senhor vai descer no Santos Dumont ou no Galeão? Derrubam o avião.
- Já discutimos tudo, eu, o governador e o general. Eles estão contra, mas a decisão é minha e já a tomei. Vou a qualquer risco.
Carlos Luz

Entrou em um carro e disparou para o aeroporto. Fomos atrás, repórteres e fotógrafos. Lá, uma cena dramática. Juscelino dava ordens, aos gritos, a João Milton Prates e outro piloto, queridos amigos seus, para levantarem vôo em um pequeno avião particular. Mas havia uma ordem definitiva da Aeronáutica: ninguém podia decolar.

Impedido, encostou os dois cotovelos no balcão do aeroporto, cobriu o rosto com as mãos trêmulas e chorou de sacudir. Era o choro da audácia impotente: "Meu Deus, isso não pode acontecer. Preciso assumir"!

Foi no dia seguinte. Em 31 de janeiro, o presidente era JK. Assumiu, mas só depois de Café Filho sumir, também empichado. O cruzador "Tamandaré", comandado pelo pequenininho Penna Boto, levou três tiros de festim do Forte de Copacabana e seguiu para São Paulo, onde Jânio não quis nada com eles e voltou de rabo (popa e proa) entre as pernas.

Lacerda foi direto para a embaixada de Cuba, asilado pelo ditador Fulgencio Batista. A tentativa de golpe não conseguira apagar os milhões de votos de Juscelino. Mais uma vez o golpe de 50, 54 e 55 fora adiado para 64. Terça, "O Globo" informava que "o Instituto Histórico e Geográfico homenageou (sic) o almirante Penna Boto pelos 53 anos do bombardeio (sic) sofrido pelo cruzador Tamandaré, em 55, ao tentar sair da Baía de Guanabara".
Galeonata

O governador itinerante Sergio Cabral continua insistindo em "vender" o aeroporto Tom Jobim, o Galeão. Ninguém sabe ainda qual é a "carga" dessa decolagem. Mas o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, em almoço com jornalistas, segunda-feira, no Santos Dumont, abriu o jogo:

- O Brasil tem mais de 60 aeroportos. Só 10 dão lucro: Congonhas, Santos Dumont, Guarulhos, Campinas, Confins, Manaus, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre. Os demais são deficitários. Mas o País precisa de aeroportos de norte a sul, por necessidade de comunicação e de segurança nacional. Quem vai querer os deficitários? Quem vai ficar com Tefé?

Já avisei ao ministro Jobim. Sou a favor de abrir o capital da Infraero até 49%, como a Petrobras. Mas, se quiserem privatizar, vender, chamem outro.
Sebastião Nery